Bateria e Sociedade do Bem recebem prémios da 2ª edição das bolsas ES Jovem NOS Alive

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30.11.2015

Bateria e Sociedade do Bem recebem prémios da 2ª edição das bolsas ES Jovem NOS Alive

«A bolsa é um apoio, técnico e financeiro, substancial»

Os promotores dos projetos Bateria e Sociedade do Bem assinaram, no passado dia 25 de novembro, o contrato com a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, formalizando o apoio financeiro e técnico, no âmbito das bolsas ES Jovem NOS Alive, financiadas pela CASES e pela Everything is New.

Com muitos planos e ambições, os vencedores da 2ª edição das bolsas ES Jovem NOS ALIVE que concorreram com os projetos Bateria e Sociedade do Bem, viram nesta iniciativa da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), em parceria com a Everything is New, um apoio crucial. A Vice-presidente da CASES, Carla Pinto, congratulou os promotores, mostrando-se confiante nos projetos que irão ser desenvolvidos com o apoio financeiro e técnico assegurados pelas bolsas: “Recebemos muitas candidaturas bem estruturadas e preparadas, mas estes projetos foram os que mais se destacaram”, salientou.

Projeto Bateria

Sediado em Leiria e desenvolvido em parceria com a Embaixada da República da Indonésia, o projeto Bateria é um grupo de instrumentistas dedicados à prática de gamelão Gong Kebyar, que pretende promover o estudo da música e das práticas musicais relativas ao gamelão, em Portugal. Procura realizar diversas iniciativas de âmbito cultural, pedagógico, turístico e de inclusão social, e também estabelecer uma vasta rede de parcerias através dos recursos diplomáticos disponibilizados pelos seus parceiros.

Resilientes, com uma estratégia bem definida e com os primeiros passos dados, revelaram, no dia em que assinaram o contrato de apoio com a CASES, onde vão investir as bolsas de cinco mil euros. “O projeto que apresentámos não contava ser financiado a 100% com esta bolsa, mas a bolsa é uma comparticipação, um apoio, técnico e financeiro, substancial”, adiantou Miguel Horta, um dos promotores do Projeto Bateria. “Queremos criar uma espécie de plataforma institucional que permita desenvolver o projeto de forma sustentada. Já temos o projeto a andar, já trabalhamos com uma série de instituições, com o Mosteiro da Batalha, temos encomendas de concertos e uma parceria com a Escola Superior de Educação em Leiria. Precisamos de assinar uma série de protocolos e criámos a cooperativa cultural Malha de Bronze. Organizamos e dinamizamos iniciativas que são inseridas em eventos, e temos de criar material didático para uma série de iniciativas que fazemos com crianças”, explicou. O plano de atividades (que inclui a realização de concertos, oficinas, atividades de serviço educativo e ensino especial) já está em curso, no entanto, para concretizarem o que ambicionam, ainda falta materializar alguns objetivos: “Vamos criar um curso livre numa instituição de ensino superior, numa universidade, assinar um protocolo com a escola superior educação, contratualizar com a direção geral de património cultural, o que vai fazer com que toda a nossa atividade seja reconhecida e legal”, rematou.

Projeto Sociedade do Bem

Licenciada em História, com um mestrado em Turismo, Susana Pedro, professora, sentiu que podia ir além do que se ensina nas escolas às crianças. “As crianças devem ter oportunidade de, em ambiente escolar, criar um espaço seguro onde possam desenvolver competências emocionais, orientadas pelo exemplo, uma vez que as crianças imitam e praticam os comportamentos que observam”, explicou. E assim nasceu, em Évora, Sociedade do Bem, um projeto educativo que permite desenvolver a empatia, o altruísmo e a positividade nas crianças através do exemplo.

A fundadora deu os primeiros passos sozinha, mas com muita recetividade por parte das escolas. A ela juntaram-se uma psicóloga, uma professora de ensino básico, uma socióloga, a trabalharem em regime de voluntariado. “Temos apoios e ajudas; a parte de financiamento que é muito importante”, referiu. A bolsa ES Jovem NOS ALIVE, de cinco mil euros, já tem um destino definido: “Queremos desenvolver um Kit de empatia ou desenvolvimento emocional, de forma a termos algum retorno, e não dependermos de apoios. Será um investimento com retorno e chegaremos a mais famílias. Queremos também elaborar um manual para pais e educadores. Os 5 mil euros são um apoio crucial ao projeto”. Em relação às ações com as crianças, estas envolvem uma metodologia de prevenção e exemplo. “Criámos um programa de 12 sessões dinamizadas sob orientação de um/a mentor/a (um modelo de conduta com um papel relevante na comunidade que define o tema acerca do qual se desenvolve o programa) e facilitadas por um/a instrutor/a. As crianças do 1º ciclo que adiram ao projeto têm oportunidade de participar ativamente na criação de dinâmicas de grupo e de cenários que as levam a penetrar nas experiências dos outros, olhando para além das primeiras impressões e rótulos”, explicou.

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